Aspectos Processuais
Como Ser Perito Judicial Trabalhista no Brasil
Tornar-se perito judicial trabalhista no Brasil exige formação técnica compatível (em geral, engenharia ou medicina do trabalho), registro no conselho de classe, cadastro nos sistemas dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e construção gradual de reputação por meio das primeiras nomeações.
Formação exigida
Para perícias de insalubridade (NR-15) e periculosidade (NR-16), o perito deve ser Engenheiro de Segurança do Trabalho ou Médico do Trabalho (com a especialização correspondente reconhecida). Para perícias de ergonomia (NR-17), o perfil mais comum é o de fisioterapeuta ou ergonomista certificado. Em perícias de natureza médica (nexo causal, doença ocupacional, redução da capacidade laboral), exige-se médico — preferencialmente do trabalho. Perícias específicas (contábil, grafotécnica, psicológica) demandam profissional da área respectiva.
Registro no conselho de classe
Engenheiros são registrados no CREA (ou CAU para arquitetos); médicos no CRM; psicólogos no CRP; fisioterapeutas no CREFITO; contadores no CRC. O registro deve estar ativo e regular para que o juízo aceite a nomeação. Os conselhos de classe são também a referência para verificar a especialidade declarada (por exemplo, a Anotação de Responsabilidade Técnica — ART — do CREA registra a atuação específica em segurança do trabalho).
Cadastro no sistema do TRT (AJG)
Cada Tribunal Regional do Trabalho mantém um cadastro próprio de peritos, geralmente associado ao sistema AJG (Assistência Judiciária Gratuita) ou ao próprio PJe. O cadastro requer envio de documentação (diploma, registro profissional, currículo, comprovante de endereço) e declaração de áreas de atuação. Periodicamente o TRT abre janelas de inscrição ou recadastramento; em outros casos a inscrição é contínua. Verifique no site do TRT da sua região o procedimento atualizado.
Primeiras nomeações: como acelerar
- Cadastrar-se no TRT da sua região (ou em mais de um, se atende várias)
- Construir networking com advogados trabalhistas locais — eles indicam peritos ao juízo
- Aceitar perícias menores e em comarcas distantes no início, para construir histórico
- Manter prazos e entregar laudos tecnicamente sólidos — os juízes anotam quem entrega bem
- Investir em currículo: especialização, cursos da ANAMT/ENGESEG, publicações técnicas
Perguntas frequentes
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Última atualização: 2026-05-27